Inferno existe só um *




Nunca fui adepta de clubismos e muito menos efusiva em defender o meu clube do coração. Mas havia um clube que me pendia ao ecrã, que me fazia saltar da cadeira e gritar golo, que me fazia dizer palavrões e insultar toda a gente que não ajudava a equipa a ganhar.
 Eles eram mágicos a jogar mas sem um bom professor os alunos não aprendem e era isso que acontecia até ao dia que chegou um milagre a Luz de seu nome Jesus, ele mexeu, remexeu e voltou a mexer na equipa até encontrar o plantel ideal. Se foi fácil? não! Mas ele deu-nos a felicidade de conquistarmos o Bicampeonato... Mas aquele orgulho de treinar o clube não existia, basicamente tudo se tratava de milhões no banco e por isso mesmo ele mudou, mudou apenas uns metros mas para alem dos milhões foi treinar o clube do seu coração e rival direto do meu Benfica. Vitórias e mais vitórias era tudo o que ele tinha, e o meu clube era humilhado pelo senhor que lhe deu visibilidade. Victória era o homem escolhido (oh meu deus!), todos sabiamos o que iria acontecer e não nos enganamos, enquanto que os nossos rivais diretos seguiam e somavam pontos, enquanto que o ex dizia mal da equipa, nos cá iamos caiando na tabela. Aquela garra, fibra, ambição que vi em tempo de Eusébio tinham desaparecido, a minha equipa entrava no relvado com ar derrotista e saia de lá com a derrota na mão, baixavam-se perante os adversarios, batiam na bola com pé de princesa e a bola rodava e rodava sempre para a direção errada. Os canticos no estadio deram vez aos assobios, os cascóis embrulhados nas mãos não se agitavam mais, descontentamento no rosto de todos nos. Tudo estava perdido e nem a humilhação do outro senhor fazia com que os nossos ganhassem a esse senhor.
Mas derrepente Eusébio já chateado lá em cima (acredito eu!), desce ao relvado e tudo muda, pontapé forte, garra, ambição, esforço, dedicação, bola nas redes e tudo muda, os adeptos voltam a cantar, a saltar, a erguer os cascois, a sorrirem e os olhos brilham com mais um golo, com uma vitória. Desta vez os meus jogadores baixaram a cabeça, mas foi para beijarem o emblema. Finalmente vi o que faltava a esta equipa, faltava um treinador que assistia la no alto aos jogos, falatava orgulho e isso só um bom professor consegue. Aquele que dizia que estava tudo igual, viu-se ultrapassado, ora que vergonha meu Jesus, falavas tanto e agora olha para o topo e tenta alcançar o bi, lugar merecido. Tudo parecia perdido e olha para nos agora, respeitados no mundo e em primeiro em Portugal. Tudo o que entra na Luz sai de lá sem nada. Se o inferno existe, ele é bem aqui e para ti que falavas continua ai calado a ver o melhor a jogar e a ganhar sem ti. Sem humildade não se ganha nada e espero meu querido Jesus que te tenhas apercebido do quanto foste injusto ao deixares este meu clube, mas daqui fica um agradecimento porque no teu lugar está um melhor, pois nem todos se podem orgulhar de seres respeitados no mundo.
Inferno existe apenas um e é bem aqui, Estadio Da Luz *

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